segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Amigos

Verto lágrimas descontroladamente. Por momentos volto à velha infância olvidada no fundo do meu baú de memórias, coberto de pó, no canto mais escuro do sótão dos meus pensamentos. Custa-me acreditar que, hoje, aos vinte anos de idade, consiga chorar da mesma forma que o fazia enquanto criança.

Os amigos têm destas coisas. Um gesto inesperado e fazem-nos lacrimejar como um bebé grande, despertam a menina de sapatinhos de verniz e totós que cada uma de nós conserva. E que eu espero que se mantenha por muitos e bons anos.

















Its not easy love but you've got friends you can trust

Friends will be friends

When you're in need of love they give you care and attention

Friends will be friends

When you're through with life and all hope is lost

Hold out your hands cos friends will be friends

right 'till theEnd

domingo, 16 de dezembro de 2007

Prelúdio

Duas da manhã. Um silêncio apenas quebrado pelo teclar incessante do teclado de um computador portátil semelhante a tantos outros. Os vizinhos já dormem a sono solto e nem suspeitam que, próximo, bem próximo, uma mente fervilha de ideias prontas a ser transcritas para o papel (ou, no caso, para o ecrã). Ideias que outrora eram desperdiçadas, levadas a segundo plano somente devido ao facto de não terem suporte próximo. Umas recordar-se-iam na manhã seguinte, outras nem por isso...não importava. Era jovem e tinha tempo para pensar em mais ideias novas, sempre novas, porque uma ideia é-o no momento presente para depois passar a mera lembrança ou a concretização efectiva. Mas "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" e a verdade é que, com o passar do tempo, comecei a sentir a necessidade de transpôr o que me vai na alma para o papel (ou, no caso, para o ecrã) com maior ou menor frequência. E eis que surge um blog.